Mostrando postagens com marcador poesias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador poesias. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 16 de junho de 2021

NO ESCURO

Todos os dias, quando acordo, desapareço...

Prefiro a escuridão do desconhecimento!


Não quero luz

No desamor,

Na dor das mortes,

Nas tristezas diárias,

No ódio que pulsa nos corações vazios.


No escuro, me desfaço

E enquanto junto cada pedaço dividido em milhões de cacos,

Jogo na gaveta todas as emoções.


No escuro não permito

Más notícias, negações

Histórias de "mitos" que se esvaem na fumaça das mentiras...


No escuro,

Só o frio dos espaços vazios,

A luz esmaecida da noite,

O copo de cachaça que adormece meu corpo.

A brasa finita do cigarro aceso...

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Palavras



Fala
Anseios e chuviscos
Cala
Desejos e solidão.

Rebate
Gritos e pedras
Alimenta
Tristeza e perversão.

Engole
Sapos e choros
Expulsa
Demônios e corruptos.

Fala e cala
Rebate e alimenta
Engole e expulsa...

Brincante de palavras
Guardadora de sonhos e saudades
Amarradora de laços e abraços
Encantada por árvores e amores.

Fala. E cala!

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

quarta-feira, 12 de março de 2014

POEMINHA

Seja fresca como a brisa
Seja profundo como o mar
O que vale nessa vida
Simplesmente é amar...

Amar na caminhada,
Ser toda sentimento,
Andar pelas estradas,
Tendo o amor como alimento.

Amar enquanto é leve,
Atravessar todas as ruas,
E neste instante, breve,
Ser, somente, sua!

terça-feira, 11 de março de 2014

REFAZER


Aprendiz de minha alma,
Sou vento que varre as calçadas repletas de lembranças da minha infância e, ao mesmo tempo,

Sou o rio que lava as tristezas do meu presente!

Aprendiz de minha vida vou, diariamente, traçando caminhos enquanto danço um rock do Pink Floyd.

Não importa se a estrada é longa e escura... 

Refaço meus dias e no erro, reaprendo todos os dias.


quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

sábado, 31 de agosto de 2013

A PALAVRA ( I Intervenção)



Tenho todas as palavras presas dentro de mim,
E não quero liberta-las.

Cada vez que me distraio,
Uma frase, uma exclamação, um substantivo qualquer
Tenta fazer uma redação a revelia,
Talvez escrever um livro ou uma poesia!

Quero a lucidez, a razão, a verdade!
Não dou ouvidos ao sonho, à beleza, ao abstrato.
Para que rimar a dor com o amor?
Não quero mistérios,
Não quero quimeras,
Paixões, tormentas e luar!

Quero concordar com o obvio,
Anseio pelo comum, pelo verbo...

Tenho as palavras presas em mim
E permaneço atenta ao girar a chave de minha alma:
Enquanto cativa da racionalização
Permaneço sóbria, rasa, comum
E concordo e sou como a maioria
E não reflito, apenas vou e volto
Ao sabor dos ventos e das marés.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Espera



O momento em que busco o salto no escuro,
E o suor escorre pelas mãos,
E o fôlego me falta,
E a tristeza me domina...

Lanço o corpo e o frio congela a dor,
A sombra alcança a alma,
A noite adormece o medo,
A solidão me envolve no seu manto de estrelas...

Abro os olhos e um vulto me espia do espelho
Alimentando o meu anseio de verdades,
Sofrendo a prisão das palavras,
Inúteis.
Cansaço,
Sertão de sentimentos,
Varais de espinhos.
Lembranças do que não vivemos,
Absurdamente espero!

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

MÁSCARAS

Não retiro o que está posto, nem engano o que sinto...
E se doer, mesmo sem palavras, reajo com emoção...

Sou chama, risadas e cansaço!

O que faço não é disfarce,
ardo no toque, ato o laço e o abraço...

Sou fortaleza e asa de pássaro!

E no amanhecer me desfaço.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Desabafo

Onde descanso o meu medo,
E apago meu sonho,
E abrigo minha dor?

Reflexo do suor de minhas mãos
Que buscam palavras e afeto...

Que deuses me protegem?
Que sombras me perseguem?

Caminho sobre pedra e escuridão
Meu nome é ninguém,
Sou apenas a que passa pela rua
E espera.

Meu nome atravessa a garganta e fere...

sexta-feira, 9 de março de 2012

REFLEXO

Vejo minha alma refletida
No brilho do teu olhar...
Perplexa,
Insana,
Vazia.

Quem dera pudesse transformar
A dor e a solidão
Em histórias de sangue e areia,
Onde a morte é o final feliz
E o bem e o mal são palavras insignificantes.

Meu reflexo queima tua pele
Como o gelo mais frio
Como ácido que corrói as entranhas,
O veneno do ódio
E a sede de vingança...

Sou tormento,
Mar revolto,
Tempestade...
E o meu sorriso é proibido,
É amargura e invasão.

Escolho a tristeza,
A eterna busca,
O risco de me jogar na vastidão dos solitários,
Na noite escura,
No gole amargo,
No sexo sem sentido,
Na inundação do meu espaço,
No cigarro aceso,
Na beleza inaceitável dos esquecidos.

Meu reflexo repuxa teu rosto
E transforma teu sorriso numa careta.
Medo?

Fevereiro/2012

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

III CANÇÃO

Meu cantar
É dor no peito
Tristeza e pesar
Pelo amor desfeito.

Quando canto essa dor
Espalho meu grito no vento
Transformo todo sofrimento
Em poema!

TARDE

A tarde arde
Invade meus espaços
Violenta meu ser
E fere meus olhos...

A tarde arde
Esquenta minha face
Alimenta minha vida
Inferniza meus ouvidos...

A tarde ardente
Cor do sol poente
Ilumina minha mente,
Tão sombria,
E da minha solidão
Faz um pingente.

E pendura na primeira estrela
Que ainda tarda, esquecida,
Em meu desejo,
Fogo derramado,
Que na alma anoitece e incendeia.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

MARESIA


Aportei no cais eterno
Depois de tantas águas turvas
Em mar aberto.
E minha cabeça
Em maresia,
Rodopiava como se dançasse
Uma louca música invisível.

Meus olhos molhavam com as mesmas águas salgadas
O meu rosto marcado
Pelos ventos dos séculos.
E eu sabia ser impossível
A busca pelo fundo do oceano,
Cheio de profundas mágoas
De sonhos inacabados
E continuava, em maresia,
A procura do infinito!

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

REVOLUÇÃO

Já andei sozinha,
Descalça,
Por entre os ventos frios
Da madrugada.

Já pulei muros,
Já morri de medo,
Já fui imoral
E corajosa demais.

Já quebrei tabus
Cai em abismos
E fui tragada
Num sorriso profundo.

Penetrei na noite
Delirei de amor
Assassinei o que buscava,
O que exaltava.

E cega,
Acendi as tuas mãos
Numa paixão tão clara e triste
Que terminei revolucionando as ruas.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

DESERTO

Grito teu nome
Na noite
No vento
E não me escutas.

Alucinadamente,
Sou tua
E não me queres...

Sou a sombra
Da mulher que fui
E não reconheço essa dor
Em meu corpo.

Meu olhar vazio te procura
E a escuridão
Invade minha alma.

Em que caminho me perdi?
Por que me sinto solidão?

QUEM DERA...

Tanta dor
Expressa o teu olhar
Mar revolto, profundo
Dor de amar.

Quisera, em um único segundo,
Em minhas mãos a dor tomar
E com a força do meu amor
Fazer sumir o teu pesar.

E nesse breve instante
Tua alma leve
Na dança se elevasse
E no desejo
O beijo, úmido,
Se despedisse
No ato do abraço.

Amo-te!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

NÓS E O ABRAÇO

Tímida e nua
Aguardo o abraço
Trêmula,
E me lanço no espaço
A procura do calor
Que penso encontrar em teu corpo.

Nesse abraço de mãos úmidas
Respiro teus sons
E canto a canção
Do amor eterno,
Enquanto sinto tua boca
Sussurrando em meu seio.

Laço de afetos
E tua mão passeia
Em minha nuca
E se segura nos meus pelos,
E me incendeia.

São sons,
Cheiros que se misturam
Que se enroscam e se procuram
Nos dias de sol,
Nas noites enluaradas e frias,
Nas madrugadas vazias...

Louco desejo
De boca molhada
De mãos, e pernas, e corpos
De suor e calor
De laços e de nós!
Abraços...