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quarta-feira, 21 de março de 2012

Desabafo

Onde descanso o meu medo,
E apago meu sonho,
E abrigo minha dor?

Reflexo do suor de minhas mãos
Que buscam palavras e afeto...

Que deuses me protegem?
Que sombras me perseguem?

Caminho sobre pedra e escuridão
Meu nome é ninguém,
Sou apenas a que passa pela rua
E espera.

Meu nome atravessa a garganta e fere...

sexta-feira, 9 de março de 2012

REFLEXO

Vejo minha alma refletida
No brilho do teu olhar...
Perplexa,
Insana,
Vazia.

Quem dera pudesse transformar
A dor e a solidão
Em histórias de sangue e areia,
Onde a morte é o final feliz
E o bem e o mal são palavras insignificantes.

Meu reflexo queima tua pele
Como o gelo mais frio
Como ácido que corrói as entranhas,
O veneno do ódio
E a sede de vingança...

Sou tormento,
Mar revolto,
Tempestade...
E o meu sorriso é proibido,
É amargura e invasão.

Escolho a tristeza,
A eterna busca,
O risco de me jogar na vastidão dos solitários,
Na noite escura,
No gole amargo,
No sexo sem sentido,
Na inundação do meu espaço,
No cigarro aceso,
Na beleza inaceitável dos esquecidos.

Meu reflexo repuxa teu rosto
E transforma teu sorriso numa careta.
Medo?

Fevereiro/2012

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

VONTADE

Quero a paz e a esperança
Assolando meu jardim
Invadindo minhas escolhas
Feito tufos de capim.

Plantadas em vasos grandes
Na terra adubada com amor
Regadas com pedaços de bondade
Afastando toda dor.

Quero ver amig@s em abraços
Ou de mãos dadas, sem amargura
Amarrando todos os laços
Da fraterna amizade e ternura.

Querer e Ser
Vontade de brilhar
Querer e Ter
Solidariedade a partilhar.

Que em 2011 as nossas atitudes sejam possibilidades concretas de mudança para que a esperança e a felicidade permaneçam em nossas vidas.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

SÃO SERES HUMANOS?

Existem homens e mulheres
Que não riem, não choram
Não comem, não sonham.

Puxam a vida por um fio
E pouco importa os escorregos,
O perigo das ruas.

Vão caminhando
Como se seus pés
Estivessem enterrados na lama escura do pântano.

Seus sentidos embotados,
Não pela cachaça,
Mas pela embriaguez da morte em vida,
Não diferenciam pesadelo/realidade.

Existem homens e mulheres
Que não pensam,
Pois pensar dói.

Vivem na vida a morte
Que, quando chegar,
Será apenas descanso.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Reencontro

Anos a fio
Desdobro, lentamente,
Os panos guardados nas gavetas
Da lembrança.

Amarelados,
Esgarçados,
Embalados em papel azul
E sacos de plásticos transparentes.

Em cada pedaço
Um alguém,
Um sorriso,
Uma lágrima...
Até beijos foram para o baú.
Saudades imortais,
Brincadeiras infantis,
Palavras não ditas.

E em cada pano, velho e limpo,
Encontro uma parte secreta
De minha alma.

Reencontro, nessas lembranças,
Alguém,
Ninguém,
Uma imagem na fumaça
Perdida
No tempo.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

PRÉ-HISTÓRIA

Quando os nossos antepassados
Mais longínquos
Colocaram-se de pé
E perceberam suas mãos,
Libertaram-se.

No exato instante
Em que puderam manipular suas mãos,
E olhá-las
Iniciou-se o processo de crescer/desenvolver-se
Que continua até os dias de hoje.

Este fato tão singular
Mudou toda a nossa vida.
De simples animais
Pudemos sonhar
Em tocar outros mundos.
Mundos ora cheios de luzes e risos
Ou, muitas vezes,
Obscuros por demais.
Mas outros mundos, outras gentes
Em outros tempos e espaços.

O que pudemos ser
O que fizemos
Quando libertos
É outra face,
Outra história...

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

SEM SENTIDO (AFLIÇÃO)

Nunca fui a fada
Nunca fui a santa
Nem permiti que a bondade
Se instalasse em meus ossos.

Preciso da raiva
Como do ar quente
Que circula em meu corpo.
Preciso querer-me bem:
Nervos, flor e mel,
Dor e paixão.

A poeira do sertão me alimenta
A origem do palavrão
Contenta todos os anseios
Que trago no peito
- abrigo do coração.

Recuo no tempo
Breve vislumbre do que não quis
Ou não vivi.

Paz?
Não nego o sabor desse sentir
Mas minha alma clama pela guerra
De suor, e sangue, e fluidos, e bocas...
Intensamente
Teu olhar me domina
E me debato contra teus abraços
Que querem domínio
Sobre mim!

Sou liberdade,
Mas sou janela fechada,
Prisioneira
Dentro de mim!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

MEMÓRIA

O meu canto e minha risada
Se misturam
Querendo sair, alucinadamente,
Pela minha garganta
Insana.

A minha alegria é nervosa
Atravessando os portos,
Navegando em mil rios
Da minha cidade
Suja.

Em meu peito pulsa
Um pardal comum
Que não voa
Que só belisca e se banha
Na areia
Fria.

Em qualquer dia
Seja noite escura
Ou manhã vazia
Os mesmos pés
Buscam pelas mesma ruas
O esquecimento
O entorpecimento
Da dor.

Qual a dor – companheirismo
Se faz mais presente?
Qual o sentir mais profundo
Que nos envergonha?

A terra treme
Os homens choram
As mulheres morrem.
E o que você faz?

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Humanidade

Sinto não estar agora,
Nesse exato instante,
Com a sede, a fome
Dos que amam.

Sinto nada sentir
Além do olhar, além da vida
Fuga!
Sonhar, sonhar,
Onde estou?

Terra dos horrores
Morte – destruição!
Como homem, vivo?
Que vida? Que homens?

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Muitas vezes tenho refletido e, sem brincadeiras, acho que o mundo não tem mais jeito. E o grande vilão dessa história são as pessoas, principalmente as que se consideram as "mais maravilhosas", as "mais mais" inteligentes, as donas da verdade suprema!

Mas, de repente, acordo para um gesto de gentileza, e PUMBA!!!! volta a esperança e a fé no poder da transformação...

Será ingenuidade????